

Bom, estou a dois dias pra postar essa história, mas só agora consegui me acalmar da euforia que tomou conta de mim nos últimos dias pra escrevê-la. Nesse post, vou contar a história, resumida, que foi escrita pelo Fluminense em 15 anos, desde o gol de barriga de Renato Gaúcho que deu o 28º título do Campeonato Carioca ao Flu, até o gol do "Sheik" que nos deu o Tricampeonato brasileiro.
Bom, em 95, lembro-me de estar assistindo à final em casa com meu pai e minha mãe, e lembro também que após o gol de barriga de Renato Gaúcho, a euforia foi tanta, não só na minha casa, mas na cidade de Maricá inteira, que assim que o Juiz apitou o final do jogo, fomos pra rua comemorar, me recordo muito bem dos pisões que levei por ser tão pequeno - iria completar 7 anos cinco dias após o título - no meio de adultos enfóricos. Nesse ano de 95, foi onde realmente nasceu minha paixão pelo Fluminense, pois apesar de eu sempre ser torcedor, só tive consciência do que é realmente amar um time, naquele dia 25 de junho. E foi também nesse ano de 95, após uma semifinal de Brasileirão, contra o time do Santos de Geovane, que jogava com o cabelo pintado de vermelho, que começa a queda do Fluminense no cenário nacional. Numa semifinal de Brasileiro, após vencer o primeiro jogo no Maracanã por 4x1, a torcida do Flu começou a cantar vitória antes do tempo e uma semana depois da goleada aplicada no Maraca, o Flu perdeu de 5x1 em São Paulo. Foi aí que aprendi a não cantar vitória antes que o resultado final estivesse consumado. Em 96 não me recordo de muita coisa, mas me lembro bem do estouro da champagne no gabinete do presidente do Flu na época. Comemorando uma virada de mesa que impediu a queda do Fluminense, que havia sido penúltimo colocado no Campeonato Brasileiro daquele ano. Ali achei ter aprendido o que é ter vergonha. Em 97, não teve jeito, não houve virada de mesa, mais uma vez o Flu foi penúltimo colocado e foi rebaixado à segunda divisão do futebol brasileiro. Mais uma vez achei que tinha aprendido o que é vergonha de torcer pra um time, mas o pior ainda estava por vir. Em 98, o Fluminense chega ao fundo do poço. É rebaixado à 3ª divisão do futebol brasileiro, jogadores como Branco, tetracampeão mundial com a seleção brasileira, dão declarações dizendo que o Fluminense não pode disputar a competição num nível tão baixo, lembro que foi muito criticado por isso nos programas esportivos da época, diziam que realmente o Flu não podia jogar a terceira divisão, mas isso tinha que ser colocado em prática no campo, o que não aconteceu e por isso foi rebaixado e tinham que disputar sim a terceira divisão. Em 99 sim, eu aprendi o que era a vergonha propriamente dita. Ver meu time, aquele mesmo que vi ser campeão heróicamente a quatro anos atrás, contra um time que tinha Romário, Sávio e Edmundo e no banco de reservas, Vanderlei Luxemburgo. Esse mesmo time que ouvia meu pai falar como se tivesse sido o grande amor da sua infância e juventude, vi esse time jogar contra um time treinado por um vizinho meu, de Maricá. Mas nesse mesmo ano, eu realmente vi, ser forjado no meu coração o amor por esse time. A primeira tentativa de marcar meu coração como o ferro quente marca o couro dos animais, foi um técnico consagrado, Campeão brasileiro pelo Flu em 84 e Tetracampeão mundial com a Seleção, aceitar treinar o seu time do coração, com um salário muito aquém do que ele merecia, com apenas um pedido: O de o Fluminense se esforçar pra se reestruturar, para dar condições do clube voltar a crescer. Mas esse não foi ainda o momento em que meu coração ficou marcado pra sempre com o nome Fluminense, não... faltava algo e esse algo a mais foi feito pela MELHOR E MAIS BONITA TORCIDA DO MUNDO. Sim, a Torcida do Flu deu a demonstração de amor mais fantástica que eu já havia visto até então. Durante a disputa da série C, o Fluminense disputou partidas em dias nada convencionais, em horários muito menos convencionais, e tiveram jogos, que ocorreram no Maracanã, e lembro que em um desses jogos, em plenta terça-feira, às 11 horas da manhã, a torcida do Fluminense coloca 25 mil pessoas no Maracanã. Ali eu percebi a grandeza desse clube, que quando menor pareceu, maior se tornou. Ao fim daquele ano, o Fluminense havia se sagrado Campeão da Terceira divisão do futebol brasileiro, havia reestruturado suas categorias de base, com um centro de treinamento de respeito em Xerém, distrito de Duque de Caxias, um centro de treinamento que no futuro iria dar muitos títulos e muitas jóias valiosíssimas ao futebol tricolor. Uma dessas jóias foi um dos principais responsáveis pelo título da terceirona, Roger, conhecido como maradoninha pela incrível habilidade na perna esquerda. Bom, no ano de 99, após um grande imbróglio na primeira divisão, devido a uma irregularidade no time do Gama, o Botafogo que seria rebaixado, entra na justiça e impede que a CBF organize o torneio de 2000, com isso, o Clube dos 13 assume a organização do Brasileirão, que mudaria e nome, para Copa João Havelange. Como o Botafogo conseguiu impugnar a regra de rebaixamento do campeonato de 99, o clube dos 13 resolveu chamar grandes times que estavam em divisões inferiores para participar do módulo azul do campeonato de 2000, que seria constituído por 25 times e o Fluminense foi convidado a disputar esse módulo. E desse ano, além da fatídica final em São Januário, entre Vasco e São Caetano, me lembro da minha primeira vez no Maracanã. Lembro que fomos eu, meu pai e meu tio, junto com a galera de Maricá que havia alugado um ônibus e nesse dia eu pude pôr em prática o que eu aprendi em 95: "NÃO CANTAR VITÓRIA ANTES DO TEMPO". O jogo era contra o São Caetano, que havia conseguido a classificação no módulo amarelo e no cruzamento com os times do módulo azul, caiu contra o Fluminense, que foi 3º colocado entre os 25 times do módulo azul. Não me recordo quanto foi o primeiro jogo, em São Caetano do Sul, mas lembro-me que o Flu precisava de um empate, estavamos sentados n arquibancada amarela do Maraca, um pouco a esquerda do gol defendido por Murilo. O jogo estava caminhando para o seu fim, quando grande parte da torcida do Flu começa a gritar para o São Caetano: "Eliminado... Eliminado...". Isso pq o jogo estava 0x0, e faltavam cerca de 10 minutos pro fim, eu só me lembro de ter sentado na cadeira e pensado comigo mesmo, bando de babaca, o jogo ainda não acabou, parem de desmerecer o time adversário, será que não se lembram de 1995? De repente, cobrança de falta quase do meio-de-campo pro São Caetano, e do lado de lá, tinha um certo Adhemar, que chutava muito e chutou e só me lembro de um silêncio absurdo no estádio, quebrado apenas pelo som da rede da meta à minha direita. Absurdo, mas eu já esperava, lembro que a volta pra casa foi triste... muito triste. Mas não estava envergonhado, afinal, depois de dois anos disputado divisões inferiores, fomos o 3º melhor time entre os 25 melhores do Brasil na fase de classificação e no geral, conseguimos a 9ª posição. Ali começava a redenção Tricolor. Entre 2001 e 2004, pouca coisa relevante aconteceu, apesar de nesse período a Unimed se tornar quase parte do Clube, financiando entre outras coisas, a vinda do craque consagrado Romário para a disputa do Campeonato Brasileiro de 2002, ano do Centenário do Flu, que diga-se de passagem, foi coroado com o 29º título Carioca, lembro que o campeonato estava muito desvalorizado na época. Alguns times disputaram a competição com os times reservas, mas e daí?? Eram 11 contra 11 e era uma grande oportunidade de ser campeão no Centenário, coisa que nosso maior rival, o Flamengo não conseguiu, diga-se de passagem, o campeão no Centenário deles, fomos nós, e em cima deles... vide gol de barriga em 95. E em 2002, mais uma vez deu Flu, numa final sequer televisionada, lembro-me de estar em casa ouvindo no radinho e sem poder fazer barulho, porque minha mãe e irmãs já dormiam, e eu e meu pai ficávamos vibrando em silêncio. Após o título, pulei muito, gritei em silêncio, e fui dormir feliz da vida. Ficamos em 3º no brasileirão daquele ano, com grande ajuda do Romário, ficamos na semifinal pro Corinthians. Nada que me abalasse. Pulando alguns anos sem nada pra se comentar, em 2005, sob a batuta de Abel Braga, um campeonato carioca disputadíssimo, com grandes jogos. A sensação do campeonato era o Volta Redonda, Campeão da Taça Guanabara, garantindo vaga na decisão estadual. Restava aos outros 11 times correrem atrás da Taça Rio e disputar o título com eles. Dois jogos marcaram demais. O primeiro foi a final da Taça Rio. O badalado Flamengo, atual Bicampeão e grande papão de Cariocas nos últimos 10 anos. Época da música Poeira da Ivete Sangalo fazer sucesso na torcida rubro-negra. E época em que eu estava em casa e ouvi pela televisão, após um sonoro 4x1 do Flu sobre o Fla na final, com direito a olé de mais de 3 minutos, um grito ironizando a famosa música adotada pelos rubro-negros, a torcida Tricolor cantava assim: "Ô Urubu, chegou a hora, pega a poeira põe no c** e vai embora!". E enquanto a torcida do Flu cantava isso, a torcida do Flamengo se retirava do estádio revoltada, foi épico. Outro jogo inesquecível daquele campeonato, foi o segundo e decisivo jogo da final do estadual. Fluminense x Volta Redonda. O Volta Redonda, heroicamente, havia ganho o primeiro jogo por 4x3, em pleno Maracanã, e tinha a vantagem do empate no segundo jogo. Lembro que o segundo jogo foi muito tenso, com o Volta Redonda abrindo o placar, e deixando os mais de 70 mil tricolores do Maracanã super nervosos. No fim do primeiro tempo, após lance polêmico, Tuta empata o jogo. No segundo tempo, Marcão marca o segundo, desviando de cabeça cobrança de falta de Juan, e após isso, era pressão do Flu mas a bola teimava em não entrar. E foi aí, que aprendi mais uma coisa. Nunca deixar de acreditar no Fluminense até o último e derradeiro minuto. O jogo estava indo para os pênaltis, quando aos 47 do segundo tempo, Leandro, evita a saída de bola pela lateral direita da intermediária, e de lá mesmo resolve erguer a bola na área, Antônio Carlos sobe só pra aparecer na foto, meio despretensioso e divide a bola com o goleiro Lugão, a bola bate na parte de trás da cabeça dele que quando cai fica procurando a bola, e quando a vê entrando no gol do Voltaço, explode em alegria, era o título carioca novamente nas laranjeiras. Torcida em êxtase. Grande título em um ano que ainda culminaria num vice campeonato da copa do Brasil e em um 5º lugar no brasileiro, duas vezes a participação na Libertadores bateu na trave no mesmo ano. Vamos pular 2006, ano em que nada de muito especial aconteceu e vamos ao ano de 2007, mas vamos nos concentrar apenas na Copa do Brasil. O Fluminense havia superado o trauma dos rebaixamentos e voltava com tudo ao cenário nacional. Numa competição marcada pela grande campanha do Botafogo, realmente prejudicado pela arbitragem no jogo de volta da semifinal contra a equipe do Figueirense, o Fluminense, que não tinha nada a ver com isso, também chegara à grande final, assim como dois anos atrás, e assim como dois anos atrás, iria enfrentar um time de menor expressão nacional, o Figueirense. No primeiro jogo, no Maracanã, eu fiz questão de ir assistir, era minha primeira vez sem meu pai no Maraca, até então só ia com ele, e dessa vez, fui com uns amigos. Lembro-me que a torcida do Fluminense, a mesma que havia forjado em mim o amor à esse clube, me deu a demonstração do que era a expressão: "Acordaram um gigante!". Na noite do dia 31 de maio, num Maracanã lotado de tricolores, com uma festa maravilhosa de luzes e cores, o Fluminense sofre o primeiro gol e a torcida ao invés de se desesperar, canta ainda mais forte, acordando o tal gigante. E no finzinho do jogo, Adriano Magrão marca o gol de empate, o gol que fazia o Gigante despertar totalmente. Uma semana depois, no Orlando Scarpelli, o Fluminense marca um gol logo no início do jogo, e com isso, garante o título e a partir daí, o gigante já despertou e começa a mostrar pros que não conheciam a sua verdadeira vocação para a glória. Em 2008, após 23 anos, o Fluminense volta a disputar a competição mais importante da América. E tem jogos fantásticos, mas não vou contar a história deles, pois já estou fazendo isso em posts diferentes, mas tenho que destacar o que acontece na grande final. Depois de eliminar os grandes papões da Libertadores, São Paulo e Boca Juniors, o Fluminense iria enfrentar a então desconhecida LDU e a sua temida aliada, a altitude, que faz com que fôssemos batidos em quito por 4x2. No jogo de volta, sofremos um gol pelo nervosismo, pois foi um dos únicos chutes da LDU no jogo, e vencemos por 3x1, levamos a decisão para os pênaltis (lembrando que se o regulamento da competição tivesse se mantido na final, em que o gol na casa do adversário era critério de desempate, o Fluminense seria o campeão sem a necessidade de pênaltis) e num Maracanã lindo como nunca se havia visto antes em lugar nenhum no mundo, o Gigante cai. O Fluminense sofre o grande baque de sua história desde a queda para a terceira divisão. O que se via no Maracanã era desumano, pessoas chorando incontrolavelmente, e apesar da derrota, aplaudiram o time, reconhecendo o esforço feito por eles e me ensinaram o que é ter orgulho de ser tricolor. Em 2009, foi o ano do Fluminense. Não, o Fluminense não ganhou título nenhum, mas ganhou algo mais valioso que isso. O respeito nacional. Após uma campanha épica na Libertadores do ano anterior, a sensação de assunto inacabado com aquele torneio e a certeza de que ainda vamos voltar a ele para resolver isso, o Fluminense iria disputar a Copa Sulamericana e o Brasileirão no segundo semestre. O Fluminense ia mal das pernas no brasileirão e aos trancos e barrancos na Sulamericana ia superando seus adversários. Até que Se vê completamente perdido no brasileiro, faltando 7 rodadas pra finalizar o campeonato, o Fluminense precisava ganhar todas, era considerado rebaixado por praticamente todos os comentaristas de esportes. Todos os torcedores adversários já nos davam como rebaixados. Até mesmo parte da nossa torcida já se dava por vencida. Eu pensava comigo que esses que não acreditavam não conheciam a história recente do Fluminense. A virada começou contra o Atlético-MG no Maracanã, onde pouco mais de 13 mil verdadeiros guerreiros, apelidaram o time do Flu de guerreiros como eles, debaixo d'água, lutando junto com o time, cantando como se fossem 50 mil, levaram o time à vitória contra um dos melhores times do campeonato. No fim de semana seguinte, tínhamos a pedreira do Cruzeiro, candidatíssimo ao título daquele ano, e no fim do primeiro tempo, o que se via no placar era 2x0 para os donos da casa. Ali muita gnt se desesperou, mas eu, como conhecia o poder desse time, não arredei pé da frente da TV pude ver uma virada histórica, quase inacreditável, o Fluminense, diante de mais de 40 mil cruzeirenses, vira o jogo pra 3x2 e continua sua luta contra os 98% de chances de rebaixamento que lhe foram atribuídas pelos matemáticos. E a maratona de jogos prosseguia, disputando a sulamericana em paralelo. Até que chegamos ao fim do mês de novembro, não me recordo bem a data, mas era dia de final de sulamericana, e logo contra quem? A mesma LDU, no mesmo estádio onde fora derrotado por 4x2 a pouco mais de um ano. E dessa vez, o baque foi pior, o time lutava incansavelmente contra o rebaixamento iminente, estava nítidamente exausto, e o ar rarefeito a 2800 metros de altitude deixaram o time perdido, prova disso foi que logo no início, antes do cansaço fazer efeito, o Fluminense colocou 1x0, e depois disso, o que se viu, foi algo mais uma vez desumano. Eram mais de 40 mil pessoas, contando os gandulas da LDU contra o Fluminense, contra os cerca de 50 a 60 tricolores, contando os jogadores, que foram enfrentar a LDU. E essa covardia acarretou uma sonora goleada, 5x1 pra LDU. Mas foi aí que mais uma vez a torcida do Fluminense fez a diferença. Na noite do dia seguinte, a delegação do Fluminense desembarcou no Aeroporto Tom Jobim, esperando serem recebidos por alguns torcedores revoltados com o resultado, mas para a surpresa deles e do Brasil inteiro, cerca de 2000 torcedores, foram ao aeroporto abraçá-los, incentivá-los e agradecer pelo empenho. Aquilo uniu time e torcida de uma forma absurda. O time foi recebido como campeão, após sofrer uma goleada praticamente irreversível. Sem contar que uma atitude diferente da torcida, colocaria em risco a recuperação no campeonato brasileiro. Se antes a chance de rebaixamento era de 98%, ela já tinha sido redusida a míseros 21%, e no domingo teria jogo decisivo contra o Vitória no Maracanã. A torcida mais uma vez compareceu e viu o time golear pelo placar de 4x0, placar necessário para levar a decisão de quarta, pela sulamericana, no mesmo estádio para os pênaltis. Chega o tão esperado dia 2 de dezembro, quem diria que um time que a um mês atrás tinha 98% de chances de ser rebaixado no brasileiro, estaria na final da Sulamericana e dependendo de um empate no domingo para permanecer na primeira divisão? Pois essa era a situação do Fluminense, para garantir o título sulamericano, era necessário golear a LDU por 5 gols de diferença ou 4 para levar a decisão pros pênaltis. Dessa vez eu estava lá e o que eu vi na decisão, foi um baile Tricolor, só dava Fluminense, mas o gol teimava em não sair, no fim, me lembro que vencemos por 3x0 e todos aplaudiram de pé e cantaram "Time de guerreiros" ao fim do jogo, mostrando o orgulho de ser Tricolor e cientes de que a verdadeira guerra seria no domingo, contra o Coritiba em Curitiba. Não podia perder esse jogo e fui, sozinho pra Curitiva, 14 horas de viagem, no meio de uma organizada do Flu. E que viagem. Emocionante do início ao fim. Teve revista inconstitucional da polícia do Estado do Paraná, teve churrasco de recepção da organizada do Paraná Clube, teve caminhada escoltada por policiais até o estadio, teve desespero total, nos dez minutos finais do jogo, onde só se via o Coritiba pressionar, teve o alívio de se sentir ainda na primeira divisão e o grito de zoação com a torcida adversária (Chora otário, caiu no centenário!), teve confusão no fim do jogo com a torcida do Coxa invadindo o gramado e agredindo quem vissem pela frente. Tive que esperar duas horas após o fim do jogo para sair do estádio. Voltamos para a sede da torcida organizada do Paraná Clube sem escolta policial. Fomos embora da cidade, por volta das 23 da noite, sem escolta da polícia, houveram rumores de que estaríamos sendo seguidos por duas kombis e um carro da torcida organizada do Coritiba. E o melhor foi quando o busão que nos levou e trouxe de lá, colocou as rodas na Avenida Brasil, a comemoração era como se fosse um título e apesar do Flamengo ter sido campeão naquele ano, só se falava do milagre tricolor, todos que passavam pelo ônibus, comigo e outros integrantes da torcida sentados pro lado de fora da janela, com bandeiras, camisas e toalhas do flu sendo agitadas, nos cumprimentavam, dando os parabéns, como se os campeões tivéssemos sido nós. E quem imaginaria, que exatamente um ano depois desse martírio, o Fluminense Football Club estaria no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, para receber a Taça de Campeão Brasileiro de 2010? Eu, não podia deixar de estar no Engenhão pra ver o jogo que valeu o título. Emocionante, tenso, vibrante, festa linda da Melhor e Mais Bonita Torcida do Mundo. Fez valer as quase 22 horas em que fiquei na fila para comprar o ingresso. No fim, eu não conseguia falar ou fazer nada, além de abraçar quem estivesse do meu lado, chorar, olhar estático pro gramado e elevar meus olhos ao céu e agradecer a Deus pelo momento que eu estava presenciando. Foi mágico, o Gigante finalmente resolveu mostrar seu poder novamente e ano que vem estamos de volta a competição mais importante da América, o que vai acontecer? Não sei, mas alguém aí ainda duvida desse Clube?? Será que deu pra entender o por quê de eu amar tanto e fazer loucuras por esse clube?
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