quarta-feira, 23 de junho de 2010

Orgulho de ser brasileiro e não ser manipulado!


Rio de Janeiro, 23 de Junho de 2010. Bom galera, venho escrever esse post afim de retificar minha posição quanto à minha torcida pelo Hexa. Pra quem leu meu post sobre a convocação, viu que não concordei e disse que não iria torcer pra nossa seleção nessa copa. Pois bem, estou aqui mudando parte da minha posição. Continuo não concordando com a convocação de nomes como Julio Baptista e principalmente Josué e a inacreditável convocação e titularidade de Felipe Mello, mas retifico minha torcida. Primeiro, porque acima de tudo (abaixo da minha religião e depois, de ser tricolor), sou brasileiro. Segundo, por causa dessa entrevista e da resposta a essa entrevista, que foi dada através de um telefonema de um blogueiro para o técnico Dunga na África do Sul. O Dunga pode estar querendo aparecer, forçando a barra para ser campeão com uma seleção que não é nem de longe a melhor possível tecnicamente para o Brasil, mas foi sujeito homem, ao enfrentar o que é hoje, uma das mais poderosas organizações do mundo e a mais poderosa do Brasil: A Rede Globo. Na entrevista cedida ao blogueiro, que posto abaixo, Dunga fala exatamente o que eu penso sobre a Rede Globo, que infelizmente consegue manipular grande parte da população brasileira, fazendo um papel que é conhecido como o de Lobo em pele de Cordeiro. Na própria reportagem acima, o Tadeu Schimidt, diga-se de passagem, ótimo repórter, assim como o Alex Scobar, "pivô" de toda a discussão durante a coletiva pós jogo, tenta ludibriar a população dizendo que a Rede Globo segue torcendo e muito para o Hexa da Seleção, porém, sente-se na fala dele, que ele falou isso forçado, pois sabe que no fundo no fundo, a Globo quer mais é que o Brasil perca a Copa, para poder cair em cima do técnico Dunga. É triste ver gnt criticando a forma como agiu o nosso treinador na coletiva, pois mostra apenas que são manipulados pela Globo, pois esta, ao invés de mostrar os fatos por trás dos acontecimentos, mostra apenas o ocorrido, isso, quando lhe convém. Duvido que alguém tão pressionado quando o Dunga, faria diferente do que ele fez. Leia a entrevista abaixo e tirem suas conclusões.

- Alô.
- Como vai comandante?
- Bem, e você, meu caro?
- Muito bem também. O país parou ontem para discutir sua reação, depois do jogo de domingo.
- Eu sei, eu sei... Tenho visto as informações.
- Mas, afinal, o que aconteceu?
- Eu estava respondendo à pergunta quando o jornalista começou a me criticar pelo telefone, na minha frente. Perguntei se era comigo e ele amarelou. Foi um cagão. E não é a primeira vez.
- A empresa em que ele trabalha te criticou abertamente durante o programa de maior audiência anteontem à noite.
- Eles vão me criticar enquanto durar a Copa do Mundo. E sabe por quê? Porque eles perderam a exclusividade de falar com quem queriam, a hora que queriam, de pressionar, de escalar jogador. Acabou a bagunça! Acabou a zona mista (área reservada da concentração onde jogadores, jornalistas, patrocinadores, convidados ficavam juntos). Fechei o treino... Tudo isso deixou eles muito irritados. Só que eles não podem falar abertamente, então eles usam seus "vassalos", como você costuma chamar a matilha de pit bulls aí no DoLaDoDeLá. No caso desse jornalista, por que ninguém pergunta o que ele fazia no início da carreira? Por que ninguém conta que tem gente que se aproveita do talento de profissionais sérios para subir na profissão?
- Estão dizendo até que você pode ser punido pela Fifa por ter...
- Não me importo! Meu propósito é ganhar a Copa do Mundo e vou fazer tudo o que for possível para isso. Não ligo para o que eles falam e fazem. Nunca liguei. Ninguém se lembra, mas eles tentaram me derrubar várias vezes. Fizeram campanha contra mim nas eliminatórias. No fundo, no fundo, eles torcem para a seleção perder sabe para quê? Para sair dizendo: viu só? Se fosse do nosso jeito... É um sentimento tão mesquinho que eles querem que eu me dê mal, não se importando com o resultado.
- É que as coisas sempre foram do jeito deles...
- Foram, não são mais! Quando é que eles vão acordar para isso! Acabou o pensamento único, acabou a manipulação, acabou o monopólio. Se não entenderem por bem, vão entender por mal.
- Posso publicar nossa conversa no blog?
- Faça como de costume, se alguém perguntar se falou, negue. Um abraço.
- Um abraço Dunga. E obrigado.
- Disponha.

Então galera, explicado o motivo pela minha mudança na torcida para vencer a Copa, só tenho mais uma coisa a dizer: Vamo Brasil, Rumo ao Hexa campeonato mundial. Abraço pessoal e até o próximo post.

terça-feira, 15 de junho de 2010

O lado triste da Cidade Maravilhosa...


... e tenho certeza, de tantos outros grandes centros do Brasil.

Bom galera, depois de alguns dias sem postar, resolvi voltar pra contar uma história quem eu vivi e me emocionei refletindo no que podemos fazer para melhorar. Bem, é de conhecimento de todos que na cidade do Rio de Janeiro, existem centenas de moradores de rua, e que grande parte dessas pessoas são crianças. Pois bem, na última sexta-feira, enquanto retornava das malditas aulas teóricas da auto escola, avistei um desses moradores de rua, mais precisamente um menino de rua, com uma camiseta e seus braços pra dentro dela, tentando aquecer o máximo possível seu corpo, já que fazia um frio de pelo menos 15° e a sensação térmica, devido os ventos e a eminente chuva que estava pra cair, despencava essa temperatura para pelo menos 13°. Enquanto me aproximava, posso dizer que pela primeira vez escutei a voz de Jesus Cristo me dizendo: "Bruno, dê seu casaco pra essa criança!". Eu me senti tão bem aquele momento que quase que atendi a voz de imediato e ao pé da letra, mas como ser humano que sou, não o fiz dessa forma. Primeiro, me aproximei dele e ele me pediu um dinheiro pra comprar alguma coisa pra comer. Disse pra ele que não lhe daria dinheiro, mas que concordava em pagar algo pra ele comer e ele me pediu que pagasse algo pra ele numa padaria ali perto. Concordei e paguei um salgado com um guaravita pra ele, virei as costas e retomei minha caminhada de volta pro meu trabalho, pra buscar minhas coisas e ir embora pra Maricá. Depois de menos de dois minutos de caminhada, Jesus tornou a me falar: "Bruno, não foi isso que eu lhe pedi!". Eu meio que brigando com minha mente, já adaptada ao cotidiano de andar entre moradores de rua e muitas vezes não me compadecer da dor dela, voltei para o encontro do menino, na esperança de ainda o encontrar na padaria. Felizmente o encontrei e lhe perguntei se ele não tinha uma camisa de manga para se aquecer, pois estava muito frio. Ele me respondeu que não e então o chamei pra me acompanhar até o meu trabalho, que possivelmente eu teria alguma coisa pra ele. Ele meio desconfiado, talvez com medo me acompanhou, até porque, se não viesse, iria passar frio. No caminho, fui conversando e lhe perguntando. Sempre tive curiosidade pra saber o porquê dessas pessoas não procurarem os abrigos públicos para ficar. Ele me disse que sempre vai, porém, naquele dia o "recolhimento" não havia passado. Fui lhe fazendo várias perguntas e ele, sempre muito desconfiado e esguio, muitas vezes não respondia... Perguntei se ele não frequentava a escola e ele me disse que só de vez em quando ia. Perguntei também o porquê dele não ficar no abrigo ao invés de ir pras ruas, e percebi que ele não via nenhum atrativo no abrigo a não ser pra dormir, e nesse momento pensei comigo: "Por que não fazem projetos, visando chamar a atenção desses jovens moradores de rua? Colocando atividades dentro desses abrigos, com professores voluntários em dar aulas pra essas pessoas, realizarem atividades físicas. Tenho certeza que se houvesse um pouquinho mais de boa vontade por parte do governo e até mesmo por parte da população, o número de pessoas que moram nas ruas da cidade, seria muito menor. Bom, quase chegando na portaria do prédio onde trabalho, me lembrei de perguntar o nome dele. Deivid, ele me respondeu e perguntei quantos anos ele tinha, me disse que tinha 12 anos. Quando chegamos na portaria do prédio, pedi que ele me aguardasse ali, pois iria subir pra buscar algo pra ele vestir, e poderia demorar, mas que ele não fosse embora. Subi, peguei uma blusa de manga cumprida e uma camisa normal que não uso mais, uma garrafa d'água e levei pra ele. É muito bacana ver a alegria no rosto de uma pessoa quando recebe uma coisa que precisa, é incrível como crianças que não precisam tanto daquilo, não dão a mínima importância e as vezes até dizem que não gostam do que ganharam, ou que gostariam de ter ganhado um brinquedo. Ele logo vestiu as duas camisas, e antes de me despedi o aconselhei a tentar ficar mais tempo no abrigo e principalmente voltar a frequentar a escola, que era importante para que ele pudesse sair da situação em que se encontra hoje e poder se tornar um cidadão de bem, que possa comprar suas próprias roupas, que possa comprar seu próprio alimento e infelizmente, não senti muito essa vontade dentro dele, mas tenho certeza que assim como Jesus veio falar comigo, Jesus vai falar ao coração daquela criança e fazer com que ele procure um rumo melhor pra sua vida. Não consegui parar de pensar nesse garoto até hoje, e ontem, enquanto fazia o mesmo caminho de sexta, fiquei a procurá-lo pra ver onde ele estava, e não o vi em parte alguma, espero que Jesus esteja olhando por ele e por todas essas crianças, e que toque o coração de outras pessoas, para que outras pessoas possam ter a mesma atitude ou pelo menos se compadeçam dessas pessoas, passando a pelo menos olhar para sentir um pouco do que aquelas pessoas sentem e se puderam fazer algo pra ajudar, que façam! É muito bom ajudar o próximo, melhor ainda é ajudar sem esperar algo em troca. Foi uma das melhores experiências da minha vida e fez com que eu me sentisse muito bem.

até o próximo post pessoal